O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, defendeu hoje no Cuanza Sul, na abertura do quinto Conselho Consultivo do sector que dirige, maior necessidade de Angola consolidar políticas públicas construídas a partir da realidade territorial e ajustadas às dinâmicas produtivas locais.
Segundo o Ministro, a escolha da província para acolher o evento não é apenas por se tratar de um território administrativo, mas sim, pela prova viva da visão de transformação económica do país, reforçando que discutir políticas industriais em terreno produtivo aproxima o Executivo de quem empreende, produz e transforma.
Realizado sob o lema “50 Anos de Transformação: Angola, país do presente, com futuro”, o governante realçou na ocasião que a etapa actual da história nacional exige decisões orientadas para acelerar a diversificação económica, destacando o PRODESI como instrumento central no estímulo às cadeias produtivas nacionais e apresentou dados recentes do INE que apontam para um crescimento económico de 4,4% em 2024, impulsionado sobretudo pelos sectores não petrolíferos.
“A Indústria Transformadora cresceu 7,6%, o Comércio registou uma expansão de 19,01% e os Serviços 6,4%”, fez saber o ministro, afirmando que estes indicadores demonstram os efeitos reais da aposta na produção nacional, na substituição das importações e na criação de riqueza sustentável”.
A Vice-Governadora para o Sector Político, Social e Económico do Cuanza Sul, Clara Tavares, em representação do Governador Provincial, Narciso Benedito, destacou na ocasião o potencial produtivo e o contributo da província para o desenvolvimento agro-industrial do país.
A governante fez saber que e o Governo Provincial do Cuanza Sul está a implementar vários projectos estruturantes, incluindo a dinamização das zonas industriais de Porto Amboim, Quibala e Waku-Kungo, a criação de novas unidades de processamento, o desenvolvimento de uma plataforma logística regional e o reforço das cadeias de valor.
A magna reunião prossegue no Sumbe com a expectativa de que as reflexões e recomendações apresentadas consolidem uma agenda industrial mais robusta, competitiva e alinhada às prioridades nacionais, reafirmando o compromisso do sector com a construção de uma economia diversificada, sustentável e orientada para o futuro.









































